Como se formam as estrelas cadentes? Meteoroide, meteoro e meteorito
Perceba como se formam as estrelas cadentes, a diferença entre meteoroide, meteoro e meteorito, o radiante e como observar uma chuva de meteoros.
Um traço luminoso atravessa o céu noturno e desaparece. Terá caído uma estrela? Não: uma estrela cadente é o fenómeno luminoso produzido quando uma pequena partícula vinda do espaço entra a grande velocidade na atmosfera terrestre. Um fragmento do tamanho de um grão de areia pode bastar. O rasto visível chama-se meteoro; nenhuma estrela verdadeira está a cair.
Três termos e o movimento da Terra ajudam a perceber porque estes traços aparecem umas vezes isolados e outras em maior número.
Meteoroide, meteoro ou meteorito: qual é a diferença?
Os nomes descrevem coisas diferentes ou etapas de uma possível viagem. A NASA distingue-os pelo local e pelo fenómeno observado:
| Termo | Significado | Exemplo simples |
|---|---|---|
| Meteoroide | Uma pequena partícula ou fragmento rochoso natural no espaço | Um grão de poeira libertado por um cometa |
| Meteoro | O fenómeno luminoso da entrada rápida na atmosfera | O breve traço a que chamamos estrela cadente |
| Meteorito | Material que sobrevive à passagem e chega ao solo | Um fragmento de rocha extraterrestre encontrado na Terra |
A última etapa não acontece sempre. As pequenas partículas das chuvas de meteoros comuns desintegram-se geralmente na atmosfera. Uma noite cheia de estrelas cadentes não deixa, por isso, necessariamente um campo cheio de meteoritos.
Como pode uma partícula tão pequena brilhar tanto?
A velocidade é decisiva. A American Meteor Society indica velocidades típicas de entrada de cerca de 11 a 72 quilómetros por segundo. As colisões com o ar transformam a energia do movimento: o material aquece intensamente, perde matéria e pode vaporizar-se. Esta interação produz o breve rasto luminoso observado do solo. A ESA também explica este aquecimento rápido na sua introdução às estrelas cadentes.
Um cálculo ajuda a imaginar a rapidez: escolhamos uma velocidade hipotética de 30 km/s. Multiplicando 30 × 3 600, obtemos 108 000 km/h. É um exemplo dentro do intervalo referido, não uma medição da próxima estrela cadente que observar.
Segundo a AMS, a maior parte da atividade meteórica visível ocorre aproximadamente entre 80 e 120 quilómetros de altitude. Não é uma fronteira rígida: a velocidade e as características da partícula influenciam o início e o fim da luminosidade. Não se trata de uma estrela distante a cair, nem de uma pedra a arder mesmo por cima das árvores.
Porque regressam as chuvas de meteoros todos os anos?
Os cometas deixam poeira e pequenos fragmentos ao longo das suas órbitas. Alguns asteroides também alimentam correntes de detritos. Quando a Terra atravessa uma destas correntes no seu percurso em redor do Sol, entram mais partículas na atmosfera. Como regressa anualmente a regiões orbitais semelhantes, muitas chuvas reaparecem pela mesma altura do ano (NASA).
As Perseidas são um exemplo conhecido: as suas partículas vêm do cometa Swift-Tuttle. O nome não significa que venham das estrelas de Perseu. A constelação indica apenas a direção de onde parecem chegar no céu.
Também podem surgir meteoros isolados, chamados esporádicos, fora das chuvas conhecidas. Um rasto não pertence automaticamente à chuva indicada nesse dia no calendário.
O que é o radiante?
Prolongue mentalmente para trás as trajetórias de vários meteoros da mesma chuva. Parecem encontrar-se numa região do céu. Esse ponto de partida aparente chama-se radiante.
É um efeito de perspetiva. As partículas chegam por trajetórias quase paralelas, como carris de comboio que parecem juntar-se ao longe. Do nosso ponto de observação, os rastos parecem divergir de uma direção comum. Nenhuma estrela dessa zona os está a lançar. A AMS explica esta geometria e lembra que não é preciso fixar o radiante: os meteoros podem surgir numa área ampla do céu.
Preparar uma noite de observação
Um campo de visão amplo é mais útil do que uma grande ampliação. Um telescópio mostra apenas uma pequena porção do céu; a olho nu pode acompanhar uma zona muito maior.
- Consulte a atividade: use um calendário atualizado, por exemplo a partir da página da NASA. Verifique o ano, a sua localização e se o radiante estará acima do horizonte.
- Escolha um período escuro: o luar, os candeeiros e os ecrãs ocultam meteoros fracos. As horas locais de nascimento e ocaso da Lua também contam, não apenas a fase.
- Procure uma vista desafogada: prefira céu escuro, pouca nebulosidade e poucos obstáculos. Roupa quente e uma cadeira reclinável tornam a espera mais confortável.
- Dê tempo aos olhos: a AMS recomenda pelo menos 20 a 30 minutos de adaptação à escuridão. Evite depois olhar para um ecrã luminoso.
- Aceite os intervalos: registe o início, a duração e as condições. Um quarto de hora sem atividade não prova que a chuva tenha falhado.
Uma taxa horária publicada não garante a sua contagem. Em particular, a ZHR, taxa horária zenital, descreve uma atividade padronizada com céu muito escuro e radiante no zénite. Não equivale simplesmente ao número que verá numa hora.
Situar as constelações com LiveGlobe 3D
No LiveGlobe 3D pode alternar entre as vistas da Terra e do céu e explorar estrelas e linhas das constelações no menu espacial. Use esta orientação para ligar o nome de uma constelação a uma região celeste. A aplicação web prevê o início de sessão. Escolha o período de observação num calendário atual de chuvas de meteoros.
Para compreender os pontos luminosos que parecem ficar parados, leia porque cintilam as estrelas. Nesse caso, o ar altera luz que vem de longe; a luz de um meteoro é produzida dentro da nossa atmosfera.
Explore a vista do céu do LiveGlobe 3D como ponto de partida e procure estes breves rastos numa próxima noite escura e limpa.
Vídeos curtos
O app em movimento: pequenos vislumbres reais diretamente do uso.
Num olhar
Como o app se sente no celular.