Equinócio: porque é que o dia e a noite não têm exatamente a mesma duração?
No equinócio, o dia visível pode superar doze horas. Saiba o que muda com o bordo do Sol, a refração atmosférica e a latitude.
Vídeos curtos
O app em movimento: pequenos vislumbres reais diretamente do uso.
Num olhar
Como o app se sente no celular.
O nome equinócio sugere doze horas de dia e doze de noite. No entanto, se comparar o nascer e o pôr do Sol para a sua localidade, pode encontrar um intervalo de luz mais longo. A explicação está na diferença entre a posição do centro do Sol, que define o equinócio, e o bordo do disco solar que conseguimos ver no horizonte.
O que acontece num equinócio
Duas vezes por ano, em março e setembro, o centro do Sol atravessa o plano do equador terrestre visto da Terra. Nesse instante, nenhum dos hemisférios está mais inclinado na direção do Sol. Imagine um globo iluminado por uma fonte de luz muito distante e pontual: nesse modelo, a fronteira geométrica entre luz e sombra passa pelos polos. É uma maneira útil de pensar no fenómeno, mas não uma previsão das horas de luz em todas as cidades (NASA Science).
O Sol real tem um disco visível e a sua luz atravessa a atmosfera. Por isso, um instante astronómico não garante um dia civil com doze horas entre o nascer e o pôr do Sol em qualquer lugar.
Porque dura mais tempo o dia visível?
Por convenção, considera-se o nascer do Sol quando o bordo superior do disco aparece num horizonte desimpedido; o pôr do Sol termina quando esse bordo desaparece. Se contássemos apenas o centro como um ponto sem tamanho, o período começaria mais tarde e acabaria mais cedo. O tamanho aparente do disco prolonga o intervalo (U.S. Naval Observatory).
Há ainda a refração atmosférica. Perto do horizonte, a luz é desviada e o Sol parece um pouco mais alto do que na sua posição geométrica. O bordo aparece mais cedo de manhã e mantém-se visível mais tempo ao fim do dia. Estes dois efeitos fazem com que, no equinócio, o tempo entre o nascer e o pôr do Sol seja normalmente superior a doze horas. A definição astronómica do equinócio continua correta (U.S. Naval Observatory, definições de nascer e pôr).
Faça uma experiência mental: olhe para um horizonte livre com um Sol imaginário reduzido a um ponto. Substitua-o por um disco, cujo bordo se vê enquanto o centro ainda está escondido. Acrescente depois a atmosfera, que levanta a imagem aparente do Sol. Mudou o tempo durante o qual o observador o vê, não o momento em que o centro cruza o plano do equador.
Quando têm o dia e a noite cerca de doze horas cada um?
A data depende da latitude. Nas latitudes médias do hemisfério norte, a aproximação às doze horas costuma ocorrer antes do equinócio de março e depois do de setembro. No hemisfério sul, a ordem sazonal inverte-se. Perto do equador, o dia visível pode manter-se mais longo do que a noite. Não há uma data única para o planeta inteiro (U.S. Naval Observatory).
Para um local concreto, consulte uma tabela astronómica de nascer e pôr do Sol para a data pretendida. Não confunda esse intervalo com todo o tempo em que o céu parece claro: o crepúsculo traz luz antes do nascer e depois do pôr do Sol. Relevo, edifícios e condições atmosféricas podem ainda alterar o que se observa de facto (U.S. Naval Observatory, crepúsculo e horizonte).
Situar a ideia num globo
Compare mentalmente um lugar próximo do equador com outro mais a norte enquanto imagina a Terra a rodar na luz solar. O LiveGlobe 3D oferece um globo que pode rodar e ampliar; nas definições, é possível mostrar o equador e alguns paralelos. Ajuda a situar lugares, não a medir com precisão a hora do equinócio nem a duração local do dia. O acesso e as vistas disponíveis dependem das condições técnicas e de conta.
Para continuar a explorar a Terra, veja o artigo existente sobre camadas de clima e ambiente. O essencial é distinguir: o equinócio é um instante geométrico; a duração entre o nascer e o pôr depende do disco solar visível e da atmosfera. Explore as vistas disponíveis do LiveGlobe 3D e recorra a fontes astronómicas para horários locais.